Antarr cria UTFs para reforçar o emprego e a gestão local
O projeto UTF aposta na criação de equipas de trabalhadores florestais ligadas às comunidades rurais, promovendo emprego, capacitação e uma maior proximidade na gestão do território.
Floresta como âncora de desenvolvimento local
Criada em 2021, a Antarr tem como objetivo gerir cerca de 15 mil hectares de floresta no Norte e Centro de Portugal. Com a implementação dos seus projetos no território, a empresa procura consolidar uma abordagem de gestão florestal que integre as dimensões ambiental, económica e social.
A instalação de novos povoamentos e as operações de manutenção florestal geram necessidades permanentes de mão de obra, constituindo uma oportunidade para promover emprego e capacitação local. É neste contexto que surge o projeto UTF, que procura criar equipas de trabalho florestal diretamente ligadas às comunidades rurais.
Num contexto marcado pelo despovoamento e pelo envelhecimento da população, estas unidades pretendem contribuir para a dinamização económica e social dos territórios, reforçando simultaneamente a capacidade de gestão e acompanhamento das áreas florestais.

Um modelo de base local
O modelo UTF assenta na criação de equipas, idealmente constituídas por três elementos, associadas a uma ou mais unidades de gestão dentro de um dos núcleos operacionais da Antarr.
Estas equipas realizam diferentes trabalhos de silvicultura, bem como ações de vigilância e prevenção de incêndios rurais. A sua criação e gestão é assegurada por entidades locais, preferencialmente comunidades de baldios com contratos de cessão de exploração ativos ou, em alternativa, associações ou empresas locais.
Estas entidades são responsáveis pela contratação dos trabalhadores e contam, nos primeiros cinco anos, com trabalho assegurado pela Antarr. A Antarr assegura ainda os materiais iniciais necessários para cada UTF, facilitando a constituição das equipas e a estabilidade de tesouraria inicial.
Embora uma parte significativa da sua atividade seja assegurada pela Antarr, as UTF não trabalham em regime de exclusividade. A capacidade instalada pode também responder a necessidades de outras entidades e atividades existentes localmente.
Este modelo permite aproximar os trabalhadores do território que gerem, promovendo um conhecimento mais aprofundado das áreas florestais e uma maior capacidade de resposta a ocorrências. Ao mesmo tempo, reforça a articulação entre as equipas, as comunidades e os restantes agentes locais.

Formação e capacitação
A capacitação das organizações locais e dos trabalhadores é um dos objetivos centrais do projeto. A Antarr pretende promover a adoção das melhores práticas de gestão florestal, bem como elevados padrões de higiene e segurança no trabalho.
Através da Antarr e em articulação com entidades parceiras, já foram realizadas ou estão previstas ações de formação em diferentes áreas, nomeadamente:
- Segurança operacional;
- Gestão florestal;
- Vigilância e primeira intervenção em incêndios;
- Cartografia e tecnologias digitais;
- Sustentabilidade ambiental.
A formação contribui não só para melhorar as competências técnicas dos trabalhadores, mas também para reforçar a valorização e o reconhecimento da profissão florestal.

Um projeto com impacto social
A criação de Unidades de Trabalho Florestal de base local constitui uma resposta concreta aos desafios ambientais, sociais e económicos dos territórios rurais.
Embora o mercado de serviços florestais tenha capacidade para responder a parte das necessidades operacionais da Antarr, a aposta nas UTF pretende gerar um impacto social mais direto e significativo nas comunidades onde a empresa intervém.
A criação de emprego qualificado e estável e a dinamização da economia regional através da atividade florestal podem contribuir para reforçar a capacidade das populações de permanecerem e desenvolverem atividade nestes territórios de baixa densidade.
Além disso, a criação de estruturas como as UTF assegura a manutenção da proximidade da comunidade com o seu território e, conseguindo-se a sua perenidade, essas estruturas podem durar para além do final do contrato com a Antarr.
Para a Antarr, o sucesso deste modelo depende de um trabalho contínuo e integrado, desenvolvido em paralelo com a gestão florestal. A mobilização das comunidades, instituições e recursos locais é essencial para construir uma relação mais próxima e sustentável entre população, território e floresta.

